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Fernando Antônio Gonçalves
Professor universitário e pesquisador social
Jornal do Commercio, publicado em 24 de novembro de 2010
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Num dos seus prefácios, o educador Paulo Freire parece se dirigir aos professores e concluintes do ensino superior brasileiro: “É dever de quem escreve facilitar a compreensão de suas ideias, de seus sonhos, de seu saber através de uma linguagem elegante à procura constante do momento da sua boniteza”. E sintetiza cativante: “Cada vez se diz mais, nos dias que correm, que a educação de que se precisa hoje não tem nada a ver com o sonho, com utopia, conscientização e sim com o treinamento técnico e científico-profissional do educando.

É exatamente isso que sempre interessou às classes dominantes: a despolitização da educação. Na verdade a educação precisa tanto da formação técnica, científica e profissional quanto do sonho e da utopia”. Os atores do terceiro grau de ensino necessitam, de uma vez por todas, assimilar uma notável lição contemporânea: os mapas estão superados. O instrumento ideal para perscrutar os horizontes do amanhã é a bússola, ícone do profissional contemporâneo. Ela aponta direções, subsidia comportamentos estratégicos, fortalecendo profissionalidades e consolidando posturas inovadoras. E também balizando as avaliações acerca das quebras de hierarquias, dos caos desagregadores e das iniquidades e injustiças que violentam a dignidade do ser humano.

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Udo Simons
Revista Ensino Superior – Edição 145
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A expansão econômica e social prevista para a década que se inicia depende da educação superior para se concretizar, mas ao mesmo tempo coloca em questão a capacidade das instituições em atender à demandado desenvolvimento

A conjuntura econômica brasileira em 2010 traz um momento de reflexão aos mantenedores e gestores de instituições de ensino superior. Qual impacto o desenvolvimento econômico gera ao setor? Estariam as instituições de ensino superior preparadas para acompanhar esse desenvolvimento? E mais: há formação de mão de obra qualificada suficiente para garantir os prognósticos positivos?

Se as previsões dos economistas estiverem corretas, o Brasil entra na segunda década do século 21 no caminho de expansão consolidada de seu Produto Interno Bruto (PIB) previsto pelo Banco Central para fechar na casa dos 7,34% neste ano. Porém, esse indicador pode ser revisto até dezembro. E, pela sua recente trajetória, tudo indica que para cima.

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Roney Signorini

Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional
roney.signorini@superig.com.br
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Dia desses a Fuvest deu publicidade da relação de candidatos inscritos ao exame de 2011 oferecendo o número de vagas, o volume de inscritos por curso e a relação candidato/vaga. Nenhuma novidade se comparada à mesma relação de 2010 e anos anteriores, despontando, como cultural, as mesmas e sempre carreiras campeãs: medicina, direito e administração, deixando na rabeira do processo todas as engenharias e licenciaturas.

A delicadeza na análise reside na persistência social de tais escolhas quando o mercado está exigentemente ávido por engenharias — civil, elétrica, mecânica, alimentos e ambiente. Agrava o fato de a sociedade só enxergar o umbigo, ou seja, o que hoje o mercado reclama, sem no entanto haver qualquer preocupação com o futuro. Em outras e simples palavras, o mercado de trabalho não será o mesmo daqui a quatro ou cinco anos quando então os ingressantes de agora serão os egressos de amanhã.

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