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Folha de S.Paulo
Editoriais
Publicado em 6 de agosto de 2010
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O país deveria estar debatendo o Plano Nacional de Educação que o MEC promete enviar ao Congresso até o final do ano. Não é trivial -o ministro Fernando Haddad pretende reduzir os 295 objetivos do plano prolixo a 25 metas que a população possa memorizar.

Em lugar dessas prioridades, contudo, discute-se a sexta falha grave relacionada ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Haddad lançou uma série de projetos para pôr a educação pública brasileira nos trilhos. Um deles é transformar o Enem no filtro principal de acesso ao ensino superior, aposentando os famigerados vestibulares. Até o momento deu quase tudo errado, desacreditando uma iniciativa com méritos.

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José Roberto do Nascimento
O Globo (Opinião), em 4 de agosto de 2010
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Os números do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) chamaram a atenção de todo o país para as falhas desse segmento, mas os problemas da educação não param por aí. Em uma onda de mercantilização do ensino cada vez mais crescente, a universidade começa a perder seu papel como produtora de conhecimento, para se tornar apenas uma fábrica de diplomas, o que é muito perigoso. Os problemas da educação em nosso país não se limitam apenas ao ensino fundamental e médio. Nossas instituições de ensino superior também precisam ser revistas e, para fazermos essa revisão, temos que saber que Universidade nós queremos.

Quando nos propusermos a debater o problema da Universidade, temos que levar em consideração não só seu aspecto como instituição inserida nos quadros do sistema capitalista, mas também como esta universidade se insere no processo de produção, acumulação e reprodução do capital. Temos que ter a ciência de que o processo de ensino, do conhecimento não se restringe à universidade e nem se encerra nela – ao contrário da ideia, que ganha cada vez mais força, graças a uma visão mercantilizada da educação, de que a Universidade pode ser o estágio final da produção acadêmica.

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Wanda Engel
Doutora em educação e superintendente do Instituto Unibanco
Correio Braziliense, em 03 de agosto de 2010
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Foram divulgados os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009: vitória incontestável das escolas privadas? Mais ou menos. O primeiro fato a considerar é que esse não é um instrumento formulado para avaliar escolas. Ele foi concebido para avaliar alunos ao final do ensino básico e suas possibilidades acadêmicas para o prosseguimento dos estudos. Daí ser um dos instrumentos utilizados na seleção de alunos para o ensino superior. Participam do Enem, de forma voluntária, os alunos que têm alguma pretensão de ingresso na universidade. Assim, nem todas as escolas nem todos os alunos de uma dada escola fazem a prova.

Outra característica importante do Enem é que, somente a partir deste ano, quando passou a ser elaborado com base na Teoria de Resposta ao Item, poderá, a exemplo do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), servir de base para comparações anuais dos resultados. O problema do Saeb é que sua aplicação é amostral. Em resumo, se queremos efetivamente avaliar as escolas, com base no desempenho dos alunos que concluem o ensino médio, seria essencial a criação de um teste padronizado que fosse censitário e obrigatório.

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