Carlos Alberto Sardenberg
O Estado de S.Paulo, publicado em 13 de dezembro de 2010
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Que tal ensinar música para nossos alunos do ensino fundamental? E Sociologia, incluindo, por exemplo, cultura indígena e negra? Faz sentido, parece uma boa causa. Mas o último Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês) – testes aplicados a estudantes de 15 anos de 65 países -, cujos resultados foram divulgados na semana passada, mostrou que nossos rapazes e moças ainda não são bons em língua, Matemática e Ciências (Física, Química e Biologia, no essencial). Na verdade, ficaram nos últimos lugares, embora tenham melhorado em relação ao teste anterior, de 2006. Não seria o caso de concentrar os esforços de todos em aperfeiçoar o ensino daquelas disciplinas?

Muitos argumentam que não. Dizem que a escola deve formar bons cidadãos, com formação em humanidades, artes e socialização. Faz sentido, de novo. Seria possível argumentar que a função principal da escola é ensinar justamente aquelas disciplinas do Pisa – como se entende amplamente pelo mundo afora. Mas podemos evitar perder tempo com essa discussão.

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Luciene Leszczynski
Revista Ensino Superior – Edição 146
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Até 2013, as universidades que quiserem manter o status acadêmico, e a autonomia, deverão ter pelo menos três cursos de mestrado e um de doutorado reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC). Já a partir de 2016, passarão a ser quatro os mestrados e dois doutorados que uma universidade deverá manter. O mesmo vale para os centros universitários e faculdades que desejarem atingir tal status. A resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) que definiu este e outros critérios para o credenciamento e recredenciamento de universidades foi homologada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, no início de outubro.

Segundo levantamento feito pelo jornal O Estado de S.Paulo, o estado paulista tem o maior número de universidades sem o novo nível mínimo obrigatório de pesquisa. São 24, todas particulares. No Sudeste, 43 das 80 universidades terão de se adaptar para não perder o título.

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Frederico de Almeida*
Última Instância, pulbicado em 8 de dezembro de 2010
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Em sua mais recente edição realizada pela prestigiada FGV (Fundação Getúlio Vargas), o Exame de Ordem, mantido pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) como condição para o exercício profissional, é alvo de críticas e suspeitas de erros, que poderiam geram, inclusive, sua anulação. 

Não fossem as esperanças depositadas na seriedade e na competência da FGV para a aplicação da prova – substituindo o igualmente prestigiado  (ao menos até denúncias de fraude) Cespe (Centro de Seleção e Promoção de Eventos), da Universidade de Brasília, as críticas não seriam nenhuma novidade. Há tempos o Exame de Ordem é contestado pela sua efetiva capacidade de avaliar as habilidades profissionais, e por sua suposta falta de competência, lisura e objetividade na seleção de novos advogados.

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