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Valmor BolanValmor Bolan
Professor da Unisa e ex-reitor e dirigente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras

Doutor em Sociologia e especialista em Gestão Universitária pela Organização Universitária Interamericana (OUI), sediada em Montreal, Canadá
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Alguns Pediatras pedem a volta das aulas presenciais no Brasil, em manifesto.  Explica Adriana Suzuki: “Elaboramos um texto com base em evidências científicas para ajudar a sociedade a refletir sobre a retomada das atividades em 2021, qual o custo/ benefício em enviar as crianças para a escola”. A preocupação é evitar uma extensão ainda maior das paralisações das aulas presenciais, tendo em vista que em outros países tem sido possível conciliar as aulas presenciais com as medidas sanitárias necessárias.  Especialmente sentem o efeito econômico danoso das aulas não presenciais  as escolas particulares. Muitas delas não têm suportado a crise e quebrado, sem poder manter as despesas com professores e funcionários há quase dez meses com as atividades paralisadas. Mesmo algumas das escolas públicas têm conseguido manter o ensino on line que garanta o cumprimento das aulas, com o conteúdo que se faz necessário. O fato é que muitos consideram 2020 como um ano perdido, forçados à aprovação automática dos alunos, sem que se saiba exatamente o que fazer no próximo ano, para evitar os transtornos ocorridos por causa da pandemia do novo coronavírus. 

O manifesto dos pediatras destacam alguns pontos, dentre eles os de que “as crianças se infectam de 2 a 5 vezes menos que os adultos” e de que “são raras as complicações em crianças”. E ainda: “Apesar do que se supunha no início da pandemia, as crianças não espalham o vírus”. E acrescenta: “As escolas, seguindo as orientações e recomendações sanitárias não são locais de maior infecção”. Para Adriana Susuki, “de acordo com as pesquisas, boa parte das crianças foram infectadas por adultos que estavam em restaurantes ou festas, por exemplo,”. E ressalta: “Além dos prejuízos acadêmicos, muitas crianças não têm acesso à internet, também tem a questão da concentração”. Diante disso, é preciso que saibamos refletir sobre essas questões, para que encontremos medidas que permitam a prevenção, sem prejudicar tanto as atividades escolares. 

Nesse sentido, é importante estarmos abertos a ouvir especialistas, a manter o diálogo e aprofundar os estudos sobre a crise que se impôs em todo o mundo, desde que foi declarada a pandemia pela OMS. Cabe observar o que tem sido feito nos outros países, como cada um tem reagido aos problemas existentes, e quais melhores soluções tem sido adotadas, com mais eficácia. É uma análise que deve ser feita constantemente para ajudar nas medidas que aqui temos implementado.. Trata-se de um desafio que requer o esforço de todos os profissionais da Educação, pais e professores, para que possam junto encontrar medidas acertadas para o enfrentamento da pandemia, mas que permitam que os alunos eventualmente voltem às aulas. É o que esperamos, com o bom senso e a responsabilidade que o momento exige.  

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