Caio Polizel
Coordenador da Área de Consultorias da Hoper Educação
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A elaboração de um plano de sucessão para a IES, é tema que cada vez mais ocupa a reflexão dos mantenedores no atual contexto do setor.

Tal preocupação deriva de uma ampliação nas transições geracionais e na realidade da educação superior privada brasileira, que apresenta alta concentração e complexidade.  A título de exemplificação, das 2.151 IES particulares (ano base: 2017), 60% delas representa não mais que 10% do market share do segmento, e no contraponto, 6% das IES (aproximadamente 120 Instituições), possuem juntas, praticamente 50% dos matriculados de todo o setor.

Fácil portanto compreender que “jogar o atual jogo” do segmento da educação superior particular no Brasil demanda mais do que “simplesmente vontade”, necessita uma atuação cada vez mais competente e com ótimas práticas de gestão.

Uma solução que os mantenedores vêm utilizando dentro desse contexto é a elaboração de um planejamento sucessório, envolvendo basicamente 3 etapas:

  • Análise da situação da empresa sob o aspecto da sua estrutura formal;
  • Mapeamento dos interesses pessoais, familiares e grupais, dentre os diversos atores envolvidos; e
  • Delineamento de alternativas para estruturação e implementação de um plano sucessório.

É inclusive de fácil compreensão que boa parte do foco da solução envolverá o contexto de onde as pessoas devem de fato ser tratadas como peças-chave desta realidade. Avaliar expectativas, competências e habilidades dos diversos atores, é condição sine qua non para o sucesso a médio e longo prazo.

Dentro desse contexto, o mantenedor deve refletir se de fato vem proporcionando, ao longo do tempo, a formação de um sucessor, ou se vem mantendo a velha postura de formar um herdeiro. Segue abaixo, ao menos 5 diferenças básicas entre a formação de um herdeiro versus sucessor:

Com base nas características do sucessor, os mantenedores precisam avaliar se as premissas que vem utilizando visam um plano sucessório institucional inteligente, se este está adequado ou se necessita ajustes estruturais.

A partir dessa análise, um conjunto de estratégias e programas para formação de executivos pode ser elaborado, além da construção de uma linha do tempo com fases e metas do que deve ser alcançado para a adequada transição de poder.

Para finalizar deixo aqui uma reflexão: 1) Já iniciou reflexões em sua IES sobre a plano inteligente de sucessão, seja para sucessores ou níveis de gestão?

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