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Janguiê Diniz
Diretor presidente da ABMES
Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau

Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional
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No Brasil, a desigualdade social tem sido um cartão de visita. Segundo o Relatório Desenvolvimento Humano 2017 (Pnud/ONU), o país aparece entre os 10 mais desiguais do mundo. A baixa escolaridade e a falta de acesso à educação contribuem, entre outros graves fatores, para a estagnação socioeconômica, que tende a se acumular. Por isso, melhorar esse índice deve ser uma preocupação das instituições de ensino superior (IES), que além de proporcionar uma boa formação do profissional para o mercado do trabalho, precisam desenvolver cidadãos conscientes e engajados em questões socioambientais.

Dentro desse contexto, ações de responsabilidade social devem estar incluídas na missão de cada IES, assumindo institucionalmente, por meio de professores, alunos e funcionários, a responsabilidade de criar projetos e ações que contribuam para um desenvolvimento sustentável, visando uma sociedade melhor e mais participativa.

Uma das características de um país desenvolvido é possuir uma taxa de escolarização elevada, garantindo uma educação mais inclusiva, com acesso assegurado a toda sociedade, o que não vem ocorrendo no Brasil. De acordo com o mesmo relatório da ONU, desde 2014, o país vem se mantendo no 79º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), no ranking que abrange 188 países, do mais ao menos desenvolvido. O IDH é medido anualmente pela ONU e utiliza indicadores de renda, saúde e educação.

Daí a importância de criar recursos para expandir o acesso à educação e às ações de responsabilidade social, estimulando a produção de novos conhecimentos com viés solidário e a condução de ações com efeito multiplicador. Dessa forma, ações de responsabilidade irão indicar o comprometimento das IES com o desenvolvimento socioeconômico tão urgente em nosso país.

Tanto as IES públicas quanto as particulares devem criar novos meios de se envolver nessas questões, sem contar com políticas governamentais, mas com ações de iniciativa própria. Atualmente, a força do setor da educação superior privada vem crescendo. As IES particulares já representam mais de 75% das matrículas no país. Dentro desse escopo, cresce ainda mais a responsabilidade das mesmas em desenvolver ações concretas que incluam a sociedade, a fim de dirimir diferenças sociais e a promover a expansão da educação.

Mobilização e participação
Pensando na consolidação desse processo, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) vem incentivando, desde 2005, ações de responsabilidade social nas IES, por meio da Campanha da Responsabilidade Social do Ensino Superior Particular. A iniciativa tem o propósito de estabelecer uma ponte entre o setor acadêmico e a sociedade, trazendo benefícios para a comunidade e proporcionando aos estudantes um momento de conscientização, por meio das ações realizadas pelas IES. Essas atividades são centralizadas durante a Semana da Responsabilidade Social do Ensino Superior Particular que, neste ano, começa hoje (18) e segue até 23 de setembro.

Ao longo de doze anos, a campanha vem acumulando números impressionantes. Cada edição contou, em média, com a participação de 600 IES em todo o país. Em 2016, foram 833 IES inscritas e, este ano, a ABMES espera bater esse recorde. Em toda a história do projeto, foram realizados 12.785.441 atendimentos à população, por meio de 72.244 atividades. Estiveram envolvidos 216.484 mil professores, 2.764 milhões alunos e cerca de 160 mil técnicos.

Em sua 13ª edição, a Campanha da Responsabilidade Social do Ensino Superior Particular convida todas as IES do país a participar com ações voluntárias e gratuitas destinadas às comunidades onde estão inseridas, em áreas como: saúde, educação, cultura e meio ambiente.

Desdobramentos das ações
Ao final da Campanha, as IES participantes recebem o Selo Instituição Socialmente Responsável, atestando se preocupam com o bem-estar social da comunidade e com o desenvolvimento sustentável.

Outro desdobramento da iniciativa é a participação no Concurso Silvio Tendler de Vídeos sobre Responsabilidade Social. As instituições podem concorrer em quatro categorias: institucional, cobertura jornalística, videoclipe e documentário. Há dez anos esse concurso integra o calendário acadêmico de IES públicas e particulares de todo Brasil que aderem à Campanha da Responsabilidade Social do Ensino Superior Particular, incentivando-as a registrarem e divulgarem suas ações.

Todas essas ações podem parecer muito, mas a possibilidade de desenvolver projetos de responsabilidade social é infinita. Podemos e devemos fazer mais sobre esse tema, mas, para isso, um bom começo é estarmos conscientes de que o crescimento de uma sociedade depende, principalmente, de mais educação. As IES podem ser um grande meio para uma formação educacional mais consciente, por isso é fundamental que elas tenham, em suas missões, a responsabilidade da formação de profissionais éticos e com valores intrínsecos de contribuição social.

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