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Posts Tagged ‘ENEM’

Janguiê Diniz
Vice-presidente da ABMES
Mestre e Doutor em Direito

Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional
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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), criado em 1998, além de ser uma importante ferramenta de avaliação do Ensino Médio no país, tornou-se também uma das principais formas de ingresso no Ensino Superior – sendo aceito em instituições públicas e particulares. A partir de 2020, o Exame começará a sofrer mudanças para se tornar inteiramente digital, o que deve ocorrer por completo em 2026. A questão é: em um país continental e ainda com tanta dificuldade de acesso à tecnologia, a prova conseguirá se manter abrangente e sem riscos de fraudes?

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), um teste será realizado em 2020 com 50 mil candidatos, com escalonamento gradual até 2026, quando as provas serão apenas virtuais. Outra novidade é que, por ser digital, a prova terá mais de uma aplicação ao ano – com a ideia de chegar a quatro datas anuais.

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Ronaldo Mota
Membro do Colegiado da Presidência da ABMES
Chanceler do Grupo Estácio
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O número de concluintes do Ensino Médio Regular em 2017, algo em torno de 1 milhão e 780 mil, é 2,6% menor do que o de 2016, 1 milhão e 830 mil, aproximadamente. De fato, são números assustadores em si, porém, não é tão simples indicar que eles, isoladamente, impliquem em retração inevitável de interessados em Educação Superior nos próximos anos. Claro que o desejável seria termos um crescimento contínuo e substantivo de jovens se formando naquele nível, no entanto, há outros fenômenos ocorrendo simultaneamente e que devem ser levados em conta.

No dia 5 de agosto, foi aplicado o Exame Nacional para a Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA), quando 1 milhão e 340 mil inscritos, número 7,6% maior do que no ano anterior, visam a obtenção do diploma de Ensino Médio. Parte significa deles declara a expectativa de, posteriormente, pleitear vagas no Ensino Superior. Assim, é possível observar que a diminuição de formandos no Ensino Médio Regular é compensada pelo incremento, mais do que o dobro de um ano para outro, de potenciais postulantes vindos por um outro caminho.

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Sara Rebeca Aguiar
Jornalista e professora, em Fortaleza-CE
Responsável pelo site www.vidaciranda.com.br
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No dia 31 de janeiro deste ano, o Ministério Público do Ceará (MPCE) veiculou em sua página a notícia sobre a multa aplicada às instituições de ensino Ari de Sá, Christus e Farias Brito por publicidade enganosa. A artimanha jurídica punida refere-se aos números estampados em outdoors que mostram as referidas escolas nos primeiros lugares nacionais no ENEM de 2014. De acordo com o texto do MP, verificou-se que as escolas valem-se do alto desempenho de um número restrito de estudantes matriculados sob um único CNPJ em publicidades que falam do desempenho da escola inteira, possuidora de vários cadastros no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), responsável pelo ENEM. Isso explica o fato de a mesma escola ficar entre os 10 primeiros colocados no resultado geral nacional e em outras classificações beeeem menos louváveis.

Entendeu a farsa? Enquanto deduzimos ver nos outdoors a divulgação de bons rendimentos de uma escola inteira, o que vemos, na verdade, é o resultado de um número bem reduzido de estudantes, selecionados, entre centenas, pela escola para representar o CNPJ de ouro. Em alguns casos, Brasil a fora, como já denunciou o blog .Edu, do Estadão, algumas dessas turmas de ouro possuem apenas 15 alunos. Várias sedes, vários CNPJs e uma propaganda enganosa ao consumidor. Isso é muito sério.

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