Posts Tagged ‘PNE’


Rita Schane

Especialista em pareceres pedagógicos do Sistema de Ensino Aprende Brasil
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“Você não é todo mundo”. O velho bordão de mães e pais pode parecer apenas uma resposta negativa padrão para pedidos dos pequenos, mas diz muito sobre como precisamos olhar para nossas crianças. A questão da alfabetização no Brasil é um exemplo. O Plano Nacional de Educação (PNE) diz que a criança pode ser alfabetizada até o terceiro ano do Ensino Fundamental, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) até o segundo ano e, recentemente, o Pacto Nacional pela Alfabetização ressalta que esse processo deve ocorrer, preferencialmente, no primeiro ano do Ensino Fundamental.

Como resultado desse desencontro e de outras questões referentes à alfabetização, temos os resultados mais recentes da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), em que encontramos uma taxa de 54% dos alunos concluintes do 3º ano com desempenho insuficiente no exame de proficiência em leitura. Isso nos leva a crer que os professores estão desamparados e necessitando de auxílio, sem saber o que mais pode ser feito, diante da cobrança de toda a comunidade, para que os alunos sejam alfabetizados o mais rápido possível.

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Ronaldo Mota
Diretor Científico da Digital Pages e membro da Academia Brasileira de Educação
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A política regulatória estatal vigente no ensino superior brasileiro é fruto de décadas de experiências, tendo sido impregnada pelos acertos e equívocos de uma área reconhecidamente complexa e dinâmica. De forma simplificada, cabe ao  Conselho Nacional de Educação/CNE  o credenciamento e recredenciamento das instituições educacionais, o Ministério da Educação/MEC é responsável pelos processos de autorização e reconhecimento de cursos, enquanto o INEP realiza avaliações baseadas no Exame Nacional de Desempenho do Estudante/ENADE e em visitas in loco, por intermédio de comissões ad hoc. Além disso, cada instituição de educação superior conta com uma Comissão Própria de Avaliação/CPA, responsável pela autoavaliação interna.

O modelo em vigor tem sido criticado pela excessiva carga burocrática, por priorizar processos em detrimento de resultados objetivos e, especialmente, pelas dificuldades de mensurar, de forma adequada, aspectos essenciais da aprendizagem. Além disso, não é clara a consonância do sistema regulatório com o Plano Nacional de Educação/PNE, cuja pretensiosa meta prevê elevar até 2024 a taxa de matrículas de estudantes no ensino superior com idade entre 18 e 24 anos de 18% para 33%.

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Celso Niskier
Diretor presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES)
Reitor do Centro Universitário UniCarioca
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Entre as atribuições de um dirigente, a representatividade talvez seja a mais desafiadora. Não que fazer a gestão diária de uma entidade seja missão simples, longe disso, mas falar em nome de todo um setor também não o é.

Mesmo tendo uma já longa trajetória no contexto das entidades representativas, a responsabilidade cresceu de forma exponencial desde o último dia 7 de maio, quando assumi os cargos de diretor presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) e de secretário-executivo do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular.

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