Posts Tagged ‘PNE’

Maurício Costa Romão
Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos
mauricio-romao@uol.com.br
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Quando a ABMES foi fundada, em 1982, o panorama do setor privado na educação superior brasileira já se desenhava em franca ascensão, compreendendo 70% das instituições de ensino e 61% dos alunos do país.

Essa crescente presença despertou a atenção de empreendedores da área para a criação de uma entidade que pudesse representar nacionalmente a categoria de mantenedores, nascendo assim a ABMES, órgão que viria a protagonizar marcante papel nas discussões dos grandes temas afetos à educação superior.

Na atualidade os números (arredondados) da educação superior no Brasil chamam a atenção pela grandiosidade: são 2.500 instituições de ensino, oferecendo 38.000 cursos, onde estão matriculados 8,5 milhões de alunos – quantidade maior do que as populações de 104 países do mundo – e 350.000 docentes.

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Rita Schane

Especialista em pareceres pedagógicos do Sistema de Ensino Aprende Brasil
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“Você não é todo mundo”. O velho bordão de mães e pais pode parecer apenas uma resposta negativa padrão para pedidos dos pequenos, mas diz muito sobre como precisamos olhar para nossas crianças. A questão da alfabetização no Brasil é um exemplo. O Plano Nacional de Educação (PNE) diz que a criança pode ser alfabetizada até o terceiro ano do Ensino Fundamental, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) até o segundo ano e, recentemente, o Pacto Nacional pela Alfabetização ressalta que esse processo deve ocorrer, preferencialmente, no primeiro ano do Ensino Fundamental.

Como resultado desse desencontro e de outras questões referentes à alfabetização, temos os resultados mais recentes da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), em que encontramos uma taxa de 54% dos alunos concluintes do 3º ano com desempenho insuficiente no exame de proficiência em leitura. Isso nos leva a crer que os professores estão desamparados e necessitando de auxílio, sem saber o que mais pode ser feito, diante da cobrança de toda a comunidade, para que os alunos sejam alfabetizados o mais rápido possível.

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Ronaldo Mota
Diretor Científico da Digital Pages e membro da Academia Brasileira de Educação
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A política regulatória estatal vigente no ensino superior brasileiro é fruto de décadas de experiências, tendo sido impregnada pelos acertos e equívocos de uma área reconhecidamente complexa e dinâmica. De forma simplificada, cabe ao  Conselho Nacional de Educação/CNE  o credenciamento e recredenciamento das instituições educacionais, o Ministério da Educação/MEC é responsável pelos processos de autorização e reconhecimento de cursos, enquanto o INEP realiza avaliações baseadas no Exame Nacional de Desempenho do Estudante/ENADE e em visitas in loco, por intermédio de comissões ad hoc. Além disso, cada instituição de educação superior conta com uma Comissão Própria de Avaliação/CPA, responsável pela autoavaliação interna.

O modelo em vigor tem sido criticado pela excessiva carga burocrática, por priorizar processos em detrimento de resultados objetivos e, especialmente, pelas dificuldades de mensurar, de forma adequada, aspectos essenciais da aprendizagem. Além disso, não é clara a consonância do sistema regulatório com o Plano Nacional de Educação/PNE, cuja pretensiosa meta prevê elevar até 2024 a taxa de matrículas de estudantes no ensino superior com idade entre 18 e 24 anos de 18% para 33%.

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