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Posts Tagged ‘USP’

Luiz Antonio Barreto de Castro
Presidente da Sociedade Brasileira de Biotecnologia e membro titular da Academia Brasileira de Ciências
O Imparcial, publicado em 8 de janeiro de 2015
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Posso até estar ferindo a Constituição se disser que deveríamos pagar pela universidade brasileira. Não vejo alternativa. Nos Estados Unidos, no século 19, era óbvio o desequilíbrio regional. Por razões geográficas, a desigualdade não era somente entre o Norte e o Sul, mas também entre o Leste e o Oeste. No Brasil, essa disparidade também é óbvia, principalmente entre o Nordeste e o Sudeste. A renda per capita do Nordeste é a metade da do Sudeste.

Os Estados Unidos criaram o sistema Land Grant de Universidades, pelo Morrill Acts enacted by Abraham Lincoln in 1862, estimulando o ensino superior nos estados mais pobres, inicialmente doando terras para a construção de instituição de ensino superior. Ofereceram outros benefícios financeiros e técnicos, priorizando investimentos federais em áreas técnicas importantes e de difícil solução. Os benefícios diminuem com o tempo. Com esse modelo, os estados pobres facilitam nas Universidades Land Grant o acesso de alunos nascidos no estado, que pagam muito pouco. Mas as universidades são pagas e o ensino médio é gratuito.

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Eunice Durham
Antropóloga e Cientista Política
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A crise financeira abre a oportunidade de enfrentar os gargalos de uma estrutura extremamente rígida, sufocada pelo centralismo burocrático.

Merece elogios a atitude do atual reitor da USP de abrir a caixa preta do orçamento e expor publicamente a gravidade da situação financeira da universidade. Merece apoio sua iniciativa corajosa e absolutamente indispensável de contar drasticamente as despesas, paralisando obras, congelando salários e suspendendo novas contratações de pessoal até que se equilibre o orçamento.

Claramente, medidas emergenciais, embora necessárias, não bastam. Cabe agora discutir três questões. Primeiro, precisamos saber o porquê e como, em quatro anos, a Universidade passou de uma situação de equilíbrio financeiro, que incluiu um fundo de contingência, para a atual, de falência da instituição. Afinal, a gestão da universidade é colegiada e contamos além do reitor, de um vice-reitor, de quatro pró-reitores e um Conselho Universitário (o qual inclui uma Comissão de Orçamento), quatro conselhos centrais (de Graduação, Pós-Graduação, Pesquisa e extensão) os quais, em seu conjunto, englobam centenas de docentes e ampla participação de alunos e funcionários. Particularmente importante neste contexto, é o papel do Conselho Universitário, do qual o reitor depende mais diretamente. Como, nestes quatro anos ninguém percebeu e ninguém denunciou o que estava ocorrendo?

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Eunice Ribeiro Durham
Ensino Superior – Unicamp, publicado em 17 de abril de 2012
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Uma das primeiras intelectuais a estudar a fundo o sistema de educação superior brasileiro, a antropóloga Eunice Ribeiro Durham, livre docente da Universidade de São Paulo, foi presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) de 1990 a 1991 (além de curtos períodos em 1992 e 1995), Secretária Nacional de Educação Superior (1991 a 1992) e Secretária Nacional de Política Educacional (1995 a 1997).

É fundadora e pesquisadora permanente do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas (NUPPs) da Universidade de São Paulo.

Leia a seguir os principais trechos de entrevista concedida pela prof.ª Eunice a Renato H.L. Pedrosa, coordenador do Grupo de Estudos em Ensino Superior (GEES) do Centro de Estudos Avançados da Unicamp, e Ricardo Muniz, editor da Ensino Superior, com a participação de Elizabeth Balbachevsky, livre docente do Departamento de Ciência Política da USP, vice-coordenadora do NUPPs/USP e associada ao GEES/Unicamp.

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