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Emerson Luiz de Castro
Coordenador de Pesquisa e Pós-graduação do Centro Universitário Newton Paiva, Psicopedagogo e Mestre em Direito
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Advogado, Professor Universitário. Graduado em Direito pela Faculdade de Direito Milton Campos. Especialista em Direito de Empresa pela PUC/MG. Mestre em Direito pela Faculdade de Direito Milton Campos. Especialista em Gestão Educacional pelo Senac Minas. Especialista em Psicopedagogia pela FUMEC/MG. 

O aumento maciço do número de vagas ofertadas no ensino superior brasileiro deve-se basicamente a política de expansão quantitativa do Ministério da Educação através do aumento do número de faculdades nos mais diversos cursos, o que inclusive levou diversas associações de classe a posicionarem-se contra esta expansão.

Expressões como privatização do ensino ou mercantilização do ensino são utilizadas largamente buscando amparar gritos de desespero em favor da proteção do ensino brasileiro ou pelo menos de sua defesa.

É certo que existem cursos e cursos e há que se separar, sempre, o joio do trigo sob pena de se prejudicar irremediavelmente as excelentes iniciativas existentes no ensino superior privado desse país.

Mas, este não é o ponto central da nossa discussão. O que queremos examinar com cuidado é o quão é necessário o equilíbrio entre um espírito ou alma universitária com um corpo empresarial saudável e produtivo.

No corpo da universidade privada estão padrões de desempenho, técnicas de gestão inovadoras, campanhas de marketing buscando o ingresso e minimizando a evasão de alunos, imagem e marca, custos operacionais e também não poderíamos nos esquecer do incentivo e desenvolvimento dos seus recursos humanos. Estas dimensões são vitais para a construção de padrões de qualidade.

Dentro desta visão podemos identificar em cada ação tratada acima um dos membros do corpo da universidade privada, cada qual com sua função. Porém, a responsabilidade por todo o desempenho da instituição é de todos igualmente em ações coordenadas e interdependentes.

E de outro lado, não menos importante, é preciso conhecer e cuidar do espírito universitário que pode facilmente ser identificado na missão e nos valores de cada instituição de ensino superior privada e que devem ser efetivamente cumpridos e cultivados.

O espírito universitário tem por objetivo consolidar e nortear ações para o desenvolvimento do homem e da sociedade através da produção e disseminação do conhecimento, da pesquisa e da extensão. Portanto, não se deve dirigir o espírito universitário para uma simples formação profissional. Se assim for, é por demais diminuí-lo, é quase que aniquila-lo.

E quem deve cuidar deste espírito universitário? Ao nosso ver esse cuidado deve ser responsabilidade de todos os que atuam na universidade, mas principalmente do corpo docente, consciente de sua missão e de sua importância na referência de valores transversais na formação dos universitários, desenvolvendo seu fundamental papel de educadores.

Como todo espírito sujeito a tentações deve-se tomar o máximo de precaução para não sucumbir á elas. Independente de grandes ou pequenas instalações, ostentosas ou simples, é o corpo docente que acrescentará um diferencial perceptível a cada semestre à instituição, construindo e edificando seus valores e poderá significar avanços consideráveis em cada aluno para a sua formação pessoal e na sua busca profissional.

Por isso acreditamos que o sucesso do ensino superior privado brasileiro está no equilíbrio entre estas duas partes. Entre corpo e espírito.

Afinal, mens sana in corpore sano.

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